28 de janeiro de 2010

ENCONTRO FILOSÓFICO DE MÚSICA

RELAÇÃO DE TOLERÂNCIA ENTRE PAIS E FILHOS


PAIS E FILHOS
Composição: Renato Russo


Estátuas e cofres (Uma relação fria e fechada)
E paredes pintadas (e também superfical)
Ninguém sabe o que aconteceu (Já que ninguém a conhecia de verdade)
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.(Já que parecia tudo bem)


Dorme agora:
É só o vento lá fora. (Solidão)
Quero colo (Estou carente)
Vou fugir de casa (Talvez eu encontre fora o que não encontro aqui)
Posso dormir aqui
Com vocês? (Pedido de Socorro)
Estou com medo tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.

Meu filho vai ter (Então projeto que tudo vai ser diferente)
Nome de santo (E determino seu destino)
Quero o nome mais bonito. (E faço o mesmo como meus pais fizeram e os pais deles também)

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã (É preciso respeitar singularidades, o tempo e o espaço de cada um, sem pedir contas por isso)
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.(Onde falta amor, sobra intolerânica a condição humana)

Me diz por que o céu é azul (Onde tudo parece tão tranquilo...)
Me explica a grande fúria do mundo (Então porquê não há paz?)
São meus filhos que tomam conta de mim (Quando pensei que estava no controle, no poder da situação, quando o céu parecia infinitamente azul, eu percebo a fúria do mundo, eu percebo a consequência de tanta insensatez, o resultado de minha ilucidez e vejo o reflexo de mim mesmo em meus filhos...)

Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar (Sou filho de um modelo de família diferente dos meus avós, mas ainda sim uma família...)
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar (Enquanto outros sem família e sem lar...)
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais (Um filho dos abrigos, dos orfanatos...)
Eu moro com meus pais. (Um outro de família tradicional)

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.

Sou uma gota d'água (As vezes me sinto tão pequeno...)
Sou um grão de areia (...Insignificante diante o mundo)
Você me diz que seus pais não entendem (Mas é quando não compreendo o significado de minha existência e não vejo outras gotas d'águas e grãos de areia em meu redor)
Mas você não entende seus pais.(Porque seus pais também são filhos do mundo, são gotas d'águas e grãos de areia...)
Você culpa seus pais por tudo (Não exercita a empatia, não tolera...)
E isso é absurdo (É deshumano...)
São crianças como você.(É humano, passível de erros e está em processo de maturidade)
O que você vai ser (Porque o processo é contínuo e espiral...)
Quando você crescer (Porque não há uma relação linear de maturidade x tempo cronológico)

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..."

O amor é um elo que nos liga as pessoas e ao mundo.
É preciso cuidar deste 'elo' para que ele não se rompa, nem machuque.
A tolerância é fundamental para o fortalecimento deste ELO.
Por isso que, a tolerância consigo mesmo é um ensaio para tolerância com o outro, assim como a relação de tolerância entre pais e filhos é um ensaio para vida.

Marcelo Bhárreti.


Confira o clipe!


Disponível em:http://music.mtv.uol.com.br/artista/legiao_urbana/videos/321929/pais_e_filhos

26 de janeiro de 2010

Exercitando a Tolerância ao Processo de Maturidade

COMO ANDA A SUA TOLERÂNCIA EM RELAÇÃO A SUA MATURIDADE?


Não nascemos falando ou andando, mas em estado físico e mental saudável, aprendemos a falar e a andar. Paulatinamente aprimoramos a técnica e discursamos, cantamos, corremos e dançamos.

Os adultos, geralmente vibram por cada tentativa de expressão oral da criança. É tão bonitinho e engraçado ao mesmo tempo ouvirmos cada fonema e pensamos que ela está falando o nosso nome.

E o quê dizer dos passinhos dela? Ela começa engatiando, depois levanta-se, tenta o equilíbrio até dá os primeiros passinhos. Não é lindo!

Ninguém percebe defeitos neste processo natural-cognitivo, pelo contrário, tolera-se a imaturidade de maneira encantada achando graça cada 'errinho'.

O quê muda então, quando agente vai crescendo?

A medida que crescemos as exigências aumentam e a pressão externa para que sejamos mais acertivos sufoca.

O contato com as expectativas exteriores ativa os mecanismos interiores de controle e em função do atendimento destas expectativas perdemos muito de nossa espontaneidade.

Ainda muito imaturo, o Ego - estrutura da psique humana, não consegue atender a função de mediador entre as dimensões de realidade interior - exterior. Sedendo a pressão do meio externo, devido a necessidade constante, e as vezes neurótica, de aprovação não favorece uma negociação equilibrada e compensadora.

Ainda ouvindo os reclames do mundo interno, utiliza-se de mecanismo de defesa, assim reprime-os, nega-os, ou negligencia-os certos aspectos tornando-os sombris imersos no inconsciente.

Rejeitando cada vez mais o inconsciente desconecta com a Voz da Verdade em Si Mesmo, com a pura Essência, com o Ser Total, com o Self.


Torna-se escravo das aparências, já que neste estágio, as máscaras sociais, tão necessárias e funcionais tornaram-se inflexíveis, o que leva o indivíduo a não abandoná-las entendendo-as não como uma parte associável de si, mas como sua representação real. É quando somos a nossa função social em tempo integral. Professor dentro de casa; A mãe para o amante; O General para os amigos...


Amadurecer é um processo complexo e difícil

Como anda a qualidade de suas relações interpessoais?

Êpa não escute este primeira voz que tú ouves...

Como anda a qualidade de suas relações interpessoais?

Agora procure ouvir esta outra, que é baixinha, mas que está ai!

ESTA RESPOSTA PODE SINALIZAR A VERDADE SOBRE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. POR ISSO:
Exercite a arte de se ouvir.
Tente, mesmo que difícil seja, negociar com o seu desejo mais instintal possível e o mundo a sua volta.

Pergunte-se:


O quê eu quero? O quê estou sentindo agora? Qual a minha verdadeira vontante?

Não negue o seu desejo, seu sentimento ou a sua vontade. Admita ao menos para você mesmo e não se julgue, muito menos se condene por nada.

Este é você, a sua verdadeira essência como ainda está, já que 'somos-estamos' porque o processo de construção do ser é contínuo e não-linear; É progressivo e espiral, o que significa que a cada queda, a cada erro, respeitado o processo de aprendizado, caimos e erramos acima do estágio anterior. É assim que realmente avançamos.

Agora tome contato com sua criança interior. Você pode fazer isto tomando contanto com outras crianças do mundo externo.

Reporte sua infância e perceba o processo por trás de tudo que você aprendeu até hoje.

Foi preciso percepção do estágio em que se econtrava, sem se desmerecer, para poder avançar.
Neste tempo você não se sentia menos por ser criança.
Então tolere-se os aspectos seus que ainda estão no nível infantil...
Avalie os que já avançaram para outro nível e aprimore-os...


Reconecete-se com o Self. Ele sim é sua representação total...
Exercite o Ego na função que lhe cabe - mediar realidades favorecendo a integração de seu Eu ao Eu- Coletivo de forma harmônica.
Assim não abra mão da negociação.







20 de janeiro de 2010

TEMA DA SEMANA - SOMBRA PSICOLÓGICA - DO PIOR AO MELHOR - PARTE V


HOJE É QUARTA! DIA DE ACOMPANHAR NOSSA SAGA.

ACOMPANHE A VIDA DE ADRIANA EM MAIS UM EPISÓDIO DE :

DO PIOR AO MELHOR - PARTE V

Esta semana a temática está relacionada a sombra psicológica. Na postagem mais abaixo do Marcelo, vocês encontram elementos que vão nos dar uma noção inicial do que seria esta tal sombra. Sugiro que leiam o texto dele primeiro para fazerem uma leitura da saga da Adriana com a perspectiva desta temática. Imaginem só, ela que é portadora de HIV poderia tentar ignorar isso. Ela poderia e pode acabar não dando conta desta questão, sem querer pensar sobre este assunto. Ela pode simplesmente falar com o namorado o que tem em termos de doença e não falar para os pais e fingir que nada está acontecendo. Neste momento de contato ela pode querer fugir do contato com os seus exames médicos e criar um "universo paralelo" . Nossa personagem e os demais indivíduos que interagem com ela podem estar jogando uma série de conteúdos sentimentais seus para o inconsciente e alimentando sua sombra psicológica. Vamos então procurar neste episódio o que cada um pode estar enviando para a sombra?

Antes vamos recapitular o que ocorreu no episódio anterior:

No capítulo anterior de nossa história Adriana revelou para José que é portadora de HIV.

- José eu não tenho nenhum princípio de câncer. Eu fiquei desconcertada com o resultado de um exame que fiz quando fui doar sangue para um amigo e teve um probleminha. Ai eu fui ver o que era. E era HIV! Eu sou soropositiva!

José ficou mudo, pálido e tonto.

-Como assim?

- COMO ASSIM COMO? EU SOU PORTADORA DO HIV!

- MEU DEUS!! NÃO É VERDADE DIZ QUE VC ESTÁ BRINCANDO

Adriana pensou: Tudo que eu não precisava ouvir. Ai encheu os olhos de lágrimas, pegou a bolsa e disse:

- Pense no que eu te disse e se tiver ainda estrutura para conversar e ao menos querer saber como me sinto. Me procure!

Saiu feito uma bala pela portão da piscina indo até a frente da casa. José ainda abobalhado gritou:

-Ei..espera ai...espera!


ASSIM TERMINAMOS O EPISÓDIO ANTERIOR. PARA SABER O QUE OCORREU CLIQUE EM CONTINUE LENDO E SAIBA SE ADRIANA RETORNOU OU NÃO PARA CONVERSAR COM JOSÉ. SERÁ QUE ELE ENTENDEU A SITUAÇÃO DA MOÇA? SERÁ QUE A RELAÇÃO ENTRE ELES FICOU PIOR? ADRIANA SAIU PELA RUA ANDANDO? O QUE OCORRE?

BOA LEITURA!





DO PIOR AO MELHOR V


Quando saiu pelo portão Adriana avistou um ônibus. Leu o letreiro: Coroa do Meio e notou que não era o ônibus que passa em frente a casa dela. Ela mora em um bairro de classe média relativamente perto da praia e muito perto de uma universidade particular em Aracaju. José, seu namorado (ou ex-namorado) – agora que ela falou que era soropositiva não sabia mais o que ele seria - mora próximo a praia de Atalaia, um dos cartões postais da cidade. Os pais de José são advogados bem sucedidos na cidade. Enquanto corria para pegar o ônibus que não a levaria para casa escutou a voz de José gritar:

- Volta aqui, ei Adriana... ei...

Não deu tempo porque ela seguiu o impulso de subir o ônibus mesmo não sendo o que ela tomaria para ir para casa. Resolveu que assistiria um filme no shopping em que não conheceu o seu “gatinho”. Lembrou que o cinema era da mesma rede de grandes salas e ficou imaginando se iria ou não lembrar do dia em que conheceu José. Bem...pensou alto: - ah eu vou pelo menos a paisagem é de outro shopping e enquanto espero o filme penso em como contar para meus pais. Enquanto subia os degraus ouvi ao longe José gritar e ascenar. O ônibus passava bem em frente a casa dele.
Ela ficou pasma ao ver o rosto dele totalmente vermelho de choro. O seu celular começou a tocar era ele. Ela pensava: atendo ou não? Atendo ou não? Depois de chamar 4 vezes, na quinta vez ela atendeu e ouviu:

- Adriana isso é sacanagem, como vc me conta uma coisa dessas e me vira as costas e sai? Nós transamos! Eu sou ou acho que sou seu namorado e isso é assunto para continuar a conversar.

- Zé na boa...eu to emocionalmente desgastada. Eu fico tentando colocar para mim perspectivas animadoras para a vida, mas te ouvir acho que não me faria bem. E quanto a transa sugiro que vc nos próximos dois meses já que tem um mês que não transamos faça um exame. Ah!! E lembre que quando vc quis transar sem camisinha eu não deixei!!

- Mas Adriana você me disse que só transou com dois caras na vida além de mim....

- Foi o suficiente para assinar minha sentença!! Ah e desconfio sobre o “causador” bem...mas estou no ônibus e não quero conversar sobre isso. Se vc realmente quiser algo comigo e me ajudar aparece sábado lá em casa!

- Ce ta doida?! Hoje é terça e eu só vou te ver no sábado?

- Olha só...eu preciso de tempo e vc precisa processar essas informações que te passei. Agora uma coisa eu te digo: tenho convicção de que não te transmiti nada!!!

- Bem...é o que veremos no fu....

- Adriana desligou pois não agüentaria ouvir uma insinuação.
Tudo bem que na segunda transa ela sabia que estava com HIV, mas ela fez sexo oral nele, não deixou ele fazer nela, apenas o beijou na boca e ela mesmo colocou a camisinha nele e subiu em cima. Fez tipo dominadora para assegurar que tudo sairia seguro!! Não deixou ele sequer encostar a mão no pau para pôr a camisinha. Ela mesmo se encarregou!! Tudo para garantir a proteção dele...ela não agüentou e começou a chorar no ônibus!! Chorava copiosamente.

No banco dos fundos estava um rapaz. Ângelo estava olhando a paisagem. De repente sentiu uma agonia no peito...uma tristeza profunda. Uma dor como se tivesse perdido alguém... pensou consigo: - que coisa estranha. Estou com saudade de meus antepassados? Que vontade de choro estranha? Estava ouvindo música pelo celular. O busu estava praticamente vazio. Ele sentado na última fila. Uma jovem em sua frente em um banco solitário e 3 pessoas mais próximas ao cobrados. Ele começou a ouvir Jota Quest a música era “vem andar comigo”.




A cena no ônibus para quem chegava parecia muito estranha. O passageiro que passava pela roleta via duas pessoas chorando. A menina no penúltimo banco e o rapaz, atrás dela que estava no último. Ângelo começou a chorar e a sentir um negócio estranho. Uns 5 minutos depois que ela sentou, porém nem se tocou disso. Pensou: nossa que coisa esquisita porque to chorando? Não tenho namoro, não estava deprimido e esse sentimento. Lembrou de algo novo que estava acontecendo em sua vida. Ângelo estava freqüentando uma escola de pensamento espiritual e ai estava há pouco mais de 3 anos freqüentando grupos de estudo e tinha começado um trabalho de desenvolvimento com a mediunidade. Até então ele se achava uma “porta” pois não via nada ou ouvia. Porém de uns tempos para cá algo diferente ocorria. Ele as vezes só ao encontrar pessoas que o procuravam estava percebendo o que algumas delas que o procuravam pensavam ou sentiam em algum nível. Conversando com colegas de trabalho ele as vezes saia entrando em assunto e quando menos esperava vinha a pergunta: - como é que vc sabe disso? Ângelo sem graça, só sorria amarelamente e dizia: intui.

Ângelo, estava quase compulsivo quando achou que espantar a moça e chamar a atenção dela...o choro via copioso. Ele começou a fazer uma prece e ao mesmo tempo lembrou que estava desenvolvendo e ativando percepções outras, mas aquela não parecia ter ligação com alguém que já tinha partido. Mas...por via das dúvidas a oração é sempre um bom remédio – pensou ele. Daí abaixou o volume do Celular que estava usando como Mp3 e iniciou mentalmente a oração de São Francisco. Enquanto se acalmava e ia diminuindo o choro ele ouvia um “fungado” ai percebeu que a menina da frente estava chorando. Aí imediatamente toda sua vontade de chorar passou...ele ficou feliz e ao mesmo tempo pensando: abordo-a ou não?

Ângelo com os olhos ainda úmidos perdeu o pudor e disse:

- Que sentimento é esse amiga de perda que vc está tendo? Uma boa conversa pode ajudar se quiser eu sou todo ouvidos. Se não quiser desculpe minha intromissão!

Adriana, olhos marejados tomou um susto com o toque no ombro. Mas quando olhou no olho do rapaz viu alguma coisa diferente. Além dele parecer que estava chorando, ela desenvolveu um elo de empatia muito, muito inexplicável e disse:

- Nada não. Perdi ninguém não. Acho, só um problemão que vou enfrentar e ai ele envolve outras pessoas que poderei magoar...

- Hum...sei ai na verdade esses problemas acabam parecendo mais “insolúveis que a morte” porque nos exige uma transformação ou uma “morte” de uma parte do que somos e isso é muito difícil. Matar expectativas nossas, sobre nós e sobre os outros e também sair da ilusão e cair na desilusão...

- Bem, não sei se é muito por aí, mas parece que pode ser por ai..

- Meu nome é Ângelo e o seu?

- Eu sou Adriana (ela pensou: isso é hora de alguém me cantar meu Deus? Será que ele vai grudar em mim? Ai ai ai...)

- Pois é Adriana, acho que para tudo tem jeito. Inclusive para a morte.

- É piada Né? C ta doidinho! Como jeito pra morte?

- Pois é a física, a filosofia, algumas religiões acham isso. Mas agora não é hora para esse papo vou te deixar só um pouco com seus pensamentos porque vc acabou de me recordar como eu fiquei quando terminei com o meu último namorado o Gustavo.

- Ei qual Gustavo? Um que trabalha no shopping?

- Vc não me disse que era vidente!!!

Os dois caíram na risada!!!!!!

- A cena foi bem parecida com essa sua. Fiquei um tempão chorando no busu.

- Terminou porque? Desculpa perguntar c só me responde se quiser.

- Bem eu não terminei totalmente tem duas semanas que fomos para uma festa e um carinha que trabalha com ele um tal do Alexandre tava conversando com um carinha e disse que seria fácil colocar o Gustavo na mão dele e que ele só não tinha ficado com ele porque não quis. Logo em seguida o Gustavo estava levando Wisky para ele e se declarando dizendo que gostava muito dele como irmão e que apresentar o namorado para ele. Eu me senti estranho e depois de ouvir o tal do Alexandre dizer que o corpo dele era o que o Gustavo queria...virei as costas e não atendi mais nenhuma ligação do Gustavo. Aliás nem sei qual foi a resposta que ele deu para o carinha.

-Acho que vc fez mal em não ouvir. O Alexandre se acha. Aliás ele coitado acha que se resume a um corpo e uma pinta. Acho até que ele se vê como uma pinta ambulante!!! Kkkkkkkkkk

Os dois gargalharam gostosamente. E Ângelo disparou:

- Ele é bonito, mas tem cara de pinta mesmo....(sorria muito)

- Bem Ângelo, nem parece que eu estava a alguns minutos me sentindo morta viva...

- Minha filha eu bem sei...vc estava se sentindo vazia, angustiada, aguniada, indecisa, com saudade de pessoas...olha...vc deve estar passando por uma grande “tra...

- Pelo jeito o vidente aqui é você...

- Vidente eu não sou não mas, vou te dar esta mensagem. No verso dela estão os endereços do grupo espiritual que freqüento. Olha Adriana, né?

- Isso Adriana.

- A freqüência a um grupo espiritualista e terapia tem me ajudado muito a superar algumas coisas em minha vida que eu nem imaginava que conseguiria. E a descobrir outras que eu sequer percebia. Vários preconceitos em mim tenho descoberto. E depois mulher a gente tem de se perguntar: - Porque não ser feliz?

Aquela pergunta remeteu-a imediatamente ao que ecoava ainda mais cedo em sua cabeça como se fosse uma voz. Ela lembrou que a pergunta: Porque não ser feliz com HIV? E ai perguntou para si: Quem disse que não posso ser feliz com HIV? Porque tem gente infeliz sem HIV? Adriana viajou. Olhar perdido e parado no tempo. Ângelo acenava e sorria dizendo:

- Ei...Adriana. Ei moçinha pode voltar para a Terra!! Vou descer! Tchau viu!!

-Ah...menino eu viajei longe agora!!! Bem vou ler a mensagem e.... – rápida pausa voltou a falar: vc também vai descer no shopping?

- Vou sim. Quero pegar um filminho no cinema.

- Que ótimo! Eu tava pensando a mesma coisa.

Enquanto isso um rapaz desesperado andava de um canto para o outro da casa. Era José que pensava: será que estou infectado? Será que Adriana está falando sério? Será que ela só queria inventar isso pra terminar comigo? E agora? Como seria eu namorando uma pessoa que pode morrer a qualquer momento? Eu gosto dela? Eu agora me sinto estranho em relação a ela. Não tô com vontade de vê-la.
José caiu na piscina e ficou pensando, pensando, pensando. Pensava em como deveria ser a vida de uma pessoa com HIV, pensava se estaria ou não infectado. Percorria várias vezes na cabeça cada ação e cada amasso dado em Adriana para medir os possíveis “riscos”.
Enquanto mergulhava resolveu que era melhor esquecer aquilo tudo e tomar umas cervejinhas. Simplesmente José tomou uma caixa de cerveja sozinho e adormeceu perto da piscina. Resultado. Ganhou uma ensolação! E depois de beber todas o problema e o fato de Adriana ser ou não portadora de HIV continuava ali. Ele estava se vendo nas últimas horas oscilando entre a vontade de arranjar algo para fugir e não pensar no assunto e entre encarar o assunto. Porém......


CONTINUA NA PRÓXIMA QUARTA


O quê está na sombra? TEMA DA SEMANA - SOMBRA PSICOLÓGICA E A CRIMINALIDADE (19 - 25/01/2010)


Quem é a sua sombra?

Em psicologia a sombra psicológica é o lado oposto, é a outra face, é o outro "eu" reprimido, negado, obscuro e mantido inconsciente pela EGO parte de você que, de imaturo e fragmentado não soube negociar com o SER TOTAL, ou SELF que é você por inteiro.

Você já se surpreendeu consigo mesmo fazendo coisas que reprova?

Pois bem, este é o sinal de existência de suas SOMBRAS.
É a prova que ela existe e reclama o seu espaço no consciente, já que deseja ser integrada.

Alguma vez já sentiu exageradamente uma repulsa por determinados comportamentos de outrem, acusando-o, condenando-o, reprovando-o intensamente, ou desejando a sua eliminação, simbólica e/ou literal?

Difícil até de admitir não é?
Pois pense direitinho, ninguém está vendo ou ouvidno seus pensamentos neste momento.

Pois é! Mais uma vez a SOMBRA se manifesta projetada no outro, ou em situações e coisas.

E ai está se sentido horrível, deplorável, pecador?

Relaxe é só mais um controle do EGO! Lembra que ele não admite imperfeições?
Lembra que ele deseja constante aprovação social e por isso manipula seus comportamentos neste sentido?

BEM VINDO A ESPÉCIE HUMANA!

Somos complexos e quanto mais imaturos 'somos-estamos' nossa auto-percepção e percepção do mundo se torna mais complicada.

O quê está na sombra?

Provavelmente são aqueles aspectos que são seus, que fazem parte de você...
Que precisam ser integrados em sua psique e isto significa uma NEGOCIAÇÃO que considere estes aspectos internos em você e a realidade exterior.

Como?

15 de janeiro de 2010

ÁGUAS DE MARÇO


Observe como as coisas mudam...
Você pode até não estar atento, mas a vida é dinâmica...
A natureza é dinâmica e de um verão ao outro a vida segue um fluxo, como as "águas de março fechando o verão...".

Quando fizer reflexões de seus projetos de vida, considere esta dinâmica e mantenha-se em fluxo, procurando integrar-se de forma harmônica na dinâmica da vida.





Disponível em: http://music.mtv.uol.com.br/playlists/BBADC20101C2ADBB000101C2ADBB/mgid:playlist:video:mtvmusic-br.com:16228

FECHANDO CICLOS E ABRINDO NOVOS - TEMA DA SEMANA REFLETINDO PLANEJAMENTOS (12 - 18/01/2010)


Águas de Março
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.

TERMÔMETRO PARA O PRECONCEITO - OBRIGADO NÃO

Uma música para refletir em muitas coisas...
Começar um novo ano, fazer planos, sem rever velhos conceitos...

Todo mundo sofre algum tipo de preconceito e também é autor de alguns deles.
Julgamos rápido demais e superficialmente.
Muitas vezes reproduzimos, passamos adiante aquilo que ouvimos falar, sem se dar a chance de uma reflexão mais profunda.

Que paradoxo! Somos cúmplices do mesmo mal que nos aflinge.

Rita Lee, em "OBRIGADO NÃO" excita-nos à reflexão.
Perceba neste clipe, o quê te identifica e o quê te choca.
Este pode ser um "termômetro" do preconceito do qual você é alvo ou arqueiro.



Disponível em: http://music.mtv.uol.com.br/artista/lee_rita/videos/283127/obrigado_no

14 de janeiro de 2010

O QUÊ VALE A PENA? TEMA DA SEMANA - REFLEXÃO DE PLANEJAMENTOS (12-18/01/2010)


O quê vale a pena tentar em 2010?

Reflitamos um pouco e busquemos saber o quê é essencial para nossa vida...
O quê vale mesmo a pena investir?
Quais os sinais que estão indicando o rumo certo?
Seriam aqueles indicados pelo coração?
O quê diz o meu coração?
Será mesmo o coração ou minhas necessidades "imediatas e também superficiais" justificadas pelo EGO?
Esta necessidade atende o essencial?
Como saber se atende?

Procure ouvir a voz do coração, mas a verdadeira voz do coração...Aquela que é intuitiva, que considera o essencial para vida harmônica com o universo, independente do que dizem por ai...

O QUÊ VALEU A PENA ATÉ HOJE?

O quê você fez e realmente sentiu em paz consigo mesmo e com o universo?
Talvez este seja um sinal, que indique o rumo certo, a voz da PAZ é a voz do coração.

Trouxemos a música "PESCADOR DE ILUSÕES" interpretada pelo O RAPPA para que, inspirados pela letra e melodia reflitamos naquilo que VALE A PENA.

Boa música!

Marcelo Bhárreti




Disponível em: www.music.mtv.uol.com.br

PESCADOR DE ILUSÕES

Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé...

Se por alguns
Segundos eu observar
E só observar
A isca e o anzol...

Ainda assim estarei
Pronto pra comemorar
Se eu me tornar
Menos faminto
E curioso
Curioso...

O mar escuro
Trará o medo
Lado a lado
Com os corais
Mais coloridos...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões...

Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final!
Final...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões...

Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final
Final...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões...

Valeu a pena
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões
Valeu a pena
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões
Valeu a pena!...

Composição: O Rappa


Disponível em: http://letras.terra.com.br

12 de janeiro de 2010

O quê esperar de 2010? TEMA DA SEMANA - REFLEXÃO DE PLANEJAMENTOS (12 - 18/01/10)

"Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára"
(CAZUZA)


O quê esperar de 2010?

Talvez o mais sensato seria questionar: O quê esperar de mim mesmo em 2010?
O quê é preciso melhorar, aprimorar ou mudar?
Quê ciclos estão fechando, quê novos ciclos estão se abrindo?
Quais foram as portas que se fecharam, quais janelas se abriram?
Quê portas fechar, quê janelas abrir?

Fazer planos...
Refletir planos...

Considerar a dinâmica da vida, que pede que ampliemos nossa percepção, que questionemos nossas certezas, que nos demos oportunidade de considerar outras possibilidades, que nos abramos para o novo e façamos do antigo, um referencial de aprendizado entre erros e acertos, entre o que serviu outrora, mas que não serve mais, porque o tempo, "o tempo não pára...não pára não, não pára".

Clique em continue lendo e Veja clipe com a música "O tempo não pára"

Marcelo Bhárreti





7 de janeiro de 2010

CONFRATERNIZANDO COM A DIVERSIDADE UNIVERSAL

1º de janeiro é o dia da Confraternização Universal.

Mas, o quê isto significa mesmo?

Estaríamos confraternizando universalmente?

Universalmente dizendo, significa com toda a DIVERSIDADE?

Vamos refletir!

No réveillon eu abracei minha família, meus amigos, meu amor e até os amigos dos meus amigos...Desejei feliz Ano Novo para aqueles que estavam mais distantes, através de torpedo, e-mail, telefone e felicitei as pessoas que estavam do meu lado, em meio a uma grande festa, numa bela praia, um belo show pirotécnico e de música boa...

Eh, acho que confraternizei sim!

Como diria o apresentador Sílvio Santos "Está certo disto?"

Pensando bem acho que não. Vou pedir ajuda aos universitários...

Para ajudar nesta questão vamos começar refletindo o quê vem a ser a DIVERSIDADE.

Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, DIVERSIDADE [Do lat. diversitate.]é um substantivo feminino que denota "diferença, dessemelhança, dissimilitude.".

Ajudou?

Em parte! Vamos tentar entender o significado de UNIVERSAL.

Segundo o mesmo dicionário, UNIVERSAL [Do lat. universale.]é um adjetivo de dois gêneros, referente aquilo que é "comum a todos os homens, ou a um grupo dado.". É também um substantivo masculino que se refere aquilo que é GERAL.

E agora, ajudou?

UNIVERSAL x DIVERSIDADE

UNIVERSAL é algo que é comum a todos, que é geral..

DIVERSIDADE significa diferença, dessemelhança...

Vamos então refletir o significado literal de CONFRATERNIZAÇÃO!

Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa "[De confraternizar + -ção.]
Substantivo feminino...1. Ato de confraternizar.". CONFRATERNIZAR "confraternizar
[De con- + fraternizar.]...Verbo transitivo direto...1. Ligar, unir como irmãos; irmanar...Verbo transitivo indireto 2. Conviver ou tratar fraternalmente"

Agora eu pergunto: É possível confraternizar com a DIFERENÇA? O quê há de comum na DIVERSIDADE humana?

Estas são questões necessárias para respondermos a questão inicial: Estaríamos confraternizando universalmente?

Esta questão perpassa por outras como: Como lido com a DIFERENÇA?

E ainda: Como anda a minha HUMANIDADE?

Se isto ajuda no processo auto-avaliativo, consideremos a deserarquização da DIFERENÇA e busquemos perceber sua funcionalidade no todo existencial.

Busquemos ainda, através do processo de auto-conhecimento a INTEGRAÇÃO de nossos aspectos que formam nossa totalidade, condição para saúde física e mental.

Acolhamo-nos como somos-estamos, considerando a nossa plasticidade existencial-comportamental-processual. Em outras palavras, exercitemos o auto-amor, a auto-aceitação, auto-perdão... Para assim amarmos, aceitarmos e perdoarmos outrem, considerando a maturidade como um processo singular, mas interativo.

Consideremos nossa existência funcional, nos percebendo como parte integrante e associativa da NATUREZA CÓSMICA e não alheio a ela.

Em síntese, exercitemos o convívio fraterno com nós mesmos, que estaremos potencializando INTEGRAÇÃO PSICOLÓGICA, favorecendo, assim, a saúde física e mental e extendamos esta confraternização a DIVERSIDADE, que estaremos nos integrando ao UNIVERSO sintonizando com a harmonia, favorencendo a PAZ individual e coletiva.

Marcelo Bhárreti.

6 de janeiro de 2010

DO PIOR AO MELHOR III - TEMA DA SEMANA - CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL




A Segunda parte da história que narra a Saga de Adriana, uma adolescente que descobre ser portadora do vírus HIV terminou desta forma:


Assim Adriana conheceu José. A partir de uma paquera casual em uma fila de cinema. Dois meses depois deste encontro eles viraram namorados. Quando ela foi fazer o exame de HIV, mentindo para José que estava fazendo exames de rotina – (“coisas de mulher” ela dizia). Disse que queria ver um caroço no seio e para isso disse ser necessário fazer uma biópsia. Sentiu-se muito mal com tudo aquilo. Ao mesmo tempo sentia-se aliviada de só ter transado com José de camisinha; e de não ser muito afoita e ter sido segura e não ir no ritimo dele, que já tinha, umas duas vezes, insinuado querer fazer sem proteção.

Um calor de raiva Adriana sentia quando pensava em uma transa que teve com Alexandre. Ninguém e nada tira da cabeça dela que ele descaradamente simulou que ia ver se a camisinha estourou – disse que não estourou – e tirou-a . Ela também, por sentir que não havia ocorrido ficou com a guarda baixa – ai ele voltou e continuou o ato, foi ai sim depois de um tempo que mesmo sem experiência sexual (já que aquela era a sua segunda transa) ela “sentiu” que ele estava sem proteção e permitiu que ainda continuasse por um bom tempo pois queria de alguma forma senti-lo. Como de repente em sua cabeça passou a idéia de que ela poderia ficar grávida ela parou muito inteligentemente beijando-o e passando a mão por ele até tocá-lo e sentir que realmente ele estava sem camisinha. Brigou com ele (pensou mais em fazer cena e reforçar o gesto para que ele não ousasse repetir nas próximas do que em se prevenir) depois fizeram as pazes e pediu para que ele colocasse outra camisinha e transaram. Ai ele ficou com cara de que saiu vitorioso e ela furiosa consigo mesma, porque não passou nenhuma lição para ele – apesar de ter reclamado. Lembrando do episódio ela realmente tinha mais raiva dela mesma.

Era dia 14 de outubro e estavam próximos da comemoração de 1 ano e seis meses de namoro. Com o exame na mão Adriana pensava: - Que presentão eu ganhei de Deus. Valeu viu!! Valeu mesmo. Tá vendo isso não existe não pode ser. Logo eu que só vacilei uma vez!! Isso é F......... E agora? Se eu falar que sou HIV positivo tudo vai mudar em nossa relação! Ele vai querer me ver longe, vai ser horrível!
Adriana sentiu-se só no mundo. Desprotegida, desamparada. Como falar isso para minha mãe? Como viver com isso?


BEM AGORA QUE RELAMBRAMOS O FINALZINHO DA SEGUNDA PARTE, VOCÊ ESTÁ CONVIDADO A CONHECER GUSTAVO. PERSONAGEM ADIMIRADO PELO NAMORADO DA ADRIANA (JOSÉ) QUE AINDA NÃO SABE QUE ELA ESTÁ COM HIV. NESTA ÉPOCA DE CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL DESCUBRA COMO UM "SIMPLES" VENDEDOR PODE NOS DAR UMA LIÇÃO DE VIDA APENAS POR SER AUTÊNTICO SE ACEITAR E SER ELE MESMO!!
CLIQUE AI E BOA LEITURA





José conhecia Adriana há pouco tempo. Tinha uma enorme tesão por ela, mas o que o fez esperar foi um negócio no coração que deu quando ele a viu lá na fila do cinema. Parecia que a taquicardia iria matá-lo se ele não falasse com ela. A sensação era muito estranha de que ele já a conhecia de muito tempo. Ele resolveu ficar conversando com o colega dele o Gustavo, que trabalhava em uma loja perto do cinema enquanto a esperava. José, gostava demais de conversar com Gustavo era fã dele. Muitas vezes ficava pensando puxa como é que esse cara sobrevive? Tanta gente tenta desfazer dele porque ele é gay e ele nem aí!! O cara é um cueca da por...!
José conheceu Gustavo quando estava comprando uma camisa na loja. Ele e a amiga, Nataly ( ela, como a maior parte de seus amigos do colegial e universidade, o chama de Júnior) estavam sendo atendidos pelo cara, super atencioso e muito descolado. Ele nem tinha notado que o cara era gay. Foi Nataly que disse:
- o que acha Júnior? Dou em cima dele?
- rapaz...eu acho que ele tava olhando para o seus peitos...kkkkk mas quem sabe é tu ué...ele parece ser gente fina. Além do mais consegue atender a gente e também atender aquele casal enquanto o bonitão ali pega no pé dele. O cara toda hora chama o coitado do rapaz para dar explicações a ele! Ainda bem que o outro vendedor ta dando uma força para ele.

O “cara” que o chamava toda hora era o Alexandre. Que apesar de estar na gerência por 6 meses ainda se passava com controle do caixa e toda vez que as peças entravam em liquidação ele esquecia os descontos.

Enquanto Júnior ia para o provador Nataly continuou:

- É semana passada na casa da Augusta teve uma festinha. Lembra que eu te chamei? Ele estava lá dançando, conversando...um sonho. Falando com todo mundo. O cara já leu Kafka, Fernando pessoa, Adélia prado, adora cinema e tem super bom gosto para a música...

- E ai rolou uns malhos?

- Não ele me disse adoraria...mas que se rolasse eram só uns beijos porque ele adora beijar boca de mulher mais é gay.

José caiu na gargalhada. E perguntou:

- E ai o que vc fez?

- Eu morri de rir e fiquei também morta de vontade de beijá-lo mesmo assim. Ai ficamos só conversando e ele depois ficou meio triste. Logo quando o Alexandre apareceu com um carinha lá e a namorada ele resolveu ir embora. Eu notei alguma coisa estranha o rapaz quando notou que ele estava ficou todo vermelho...

- Estranho...o que você acha que foi?

-Num sei. Num tenho a mínima idéia.

- Olha a camisa ficou ótima!!! Veja!

- Ah ta linda!!

- Então compra ela e a calça! A Aninha vai amar!

- Que Aninha rapaz...acorda!! Aninha passou!!!
Nataly fez uma expressão de satisfação e disparou:

- Tem certeza? Não vai ter recaída?

- O que você acha? Porque estou aqui com você? Quero uma mulher que confie em mim não uma patrulha ou uma pessoa paranóica que me afaste das minhas amizades, dos meus compromissos e me queira para ficar guardado feito um soldadinho de chumbo.

- Fico feliz por você ter acordado do sono dos zumbis!! – ela deu uma risada – muitos dos seus amigos quiseram te alertar mais vc estava “cego” de paixão... Agora c quer saber mesmo o que eu penso em relação ao lance do soldadinho?

- Diz...

-Isso ai vc alimentou nela. Porque no início dava pra vc ter continuado sua rotina e estabelecido o território. Só que vc se isolou e depois ficou difícil sair do isolamento e ficava jogando a culpa pra ela....

- Tá bom... vamo mudar de assunto porque eu aindo to bolado com esta história. Eu quero é estrear essa roupa maneira semana que vem no show e a bermuda venho pra o cinema antes e vou descolar outra gatinha!!!

- Ei...galinha!!! Fica ai já ciscando e ainda me diz isso que vai sair à caça, logo eu sua legítima e única esposa fiel...kkkkkkkkkkkkk

- Fiel...sei fiel a sua vontade de devorar corpos!! Kkkkkkkk Vc é tão devoradora que todo mundo acha que a gente já ficou e tem uma relação mal resolvida. Lembra que a Aninha no início pirava com vc.

-Eu entendia...afinal neste mundo em que as pessoas parecem pensar com o “pinto” e com a “perseguida” quando a gente mostra que tem coração e cérebro o restante das pessoas não acham e por isso tentava ser o mais distante possível...

A conversa foi interrompida por Gustavo que trouxe mais duas camisas e outra bermuda. José provou e levou o que escolheu para o caixa. O movimento na loja estava tranqüilo. Não estava lotada, mas também não estava vazia. Além dele que ia comprar haviam mais uns 7 clientes em potencial, sendo que 4 (além dele) já estavam ou tinham passado pelo provador.
Quando estava no caixa, acompanhado por Gustavo, Zé viu uma cena horrenda e pensou: ainda bem que terminei com Aninha porque senão ia ser a mesma coisa. O que ele presenciou foi um casal batendo boca na frente de todo mundo da fila. A mulher dizia:

- Eu não vou te pagar mais que duas camisas!! Vc já tem camisa suficiente. E depois eu sou sua namorada e não a sua mãe.

- Como vc é mesquinha!! Que besteira eu já to cansado de vc se achar a gostosa porque ficou com a grana do marido na separação e se acha a garotinha. Eu vou pagar uma das peças com meu dinheiro...

- Eu não quero – a mulher puxou as peças da mão dele e ele a empurrou para o lado. Toda a loja olhou a cena e o rapaz parecia que ia bater nela ali mesmo na frente do Gerente(Alexandre) que olhava tudo espantado e sem saber o que fazer.

A mulher deveria ter seus 35 e o rapaz aparentava uns 28, só que fazia um estilo bem garotão com camiseta regata, chinelo e era cara conhecida da Night da cidade. Era tido como um “bom vivam” e algumas pessoas comentavam que ele adorava ser “bancado”. Afinal, era herdeiro de uma família da Aristocracia falida da cidade que não admitia ter de “ralar” para conseguir as coisas.
A senhora era uma distinta moça reconhecida e paparicada pelas socialytes. Como dona de uma fortuna, vivia a abrir portas de sua mansão para festas. Porém, como diversas pessoas deslumbradas com status só queria saber de academia, cirurgias plásticas, carro, roupas e compras no shopping. Toda fortuna que o marido, um respeitabilíssimo cirurgião, tinha deixado estava sendo torrada por ela!! Ela não havia feito nenhum investimento do dinheiro a não ser ter aplicado na poupança que rendia para ela uns 3 mil reais em juros por mês. Sendo que o padrão de gastos delas era entre 10 e 15 mil. Em mais 5 anos, se nada fosse feito, ela não mais teria rendimentos de 3 mil e estaria candidata a ser classe C.

A discussão parecia esquentar quando Gustavo corajosamente e educadamente apareceu ao lado dos dois e disse:
- Não é necessário que os dois passem por isso aqui. É melhor vocês conversarem lá fora eu vou separar as peças...

- Saia daqui sua bichinha eu resolvo o meu problema com a minha mulher. Afinal de mulher eu entendo! E pode sair daqui...

Gustavo sentiu a face ruborizar. Uma raiva se apoderou dele e a mão fechou para dar um soco no rapaz. Foi quando ele em pensamento pediu: “ Deus me ajude”. Ai da sua boca saiu em tom normal:

- Querido cliente que eu sou homossexual não deve ser novidade para ninguém desta loja. A novidade aqui é o senhor que se julga homem estar discutindo com sua namorada na frente de todos e submetendo as pessoas a constrangimento. Pelo que eu saiba os clientes que entraram aqui não se sentem constrangidos com a minha opção sexual, mas como o senhor observa as pessoas aqui se sentem mal com grosserias, falta de educação e violência física portanto...

- Qual é...o...

- Ainda não acabei!!! Este é o meu local de trabalho e o senhor com sua grosseria além de agredir os demais clientes se acha no direito de me agredir, sugiro que saia com sua esposa imediatamente e vá esfriar a cabeça!
A esposa morta de vergonha baixou a cabeça. Ele quis engrossar...

-Olha aqui seu vendedor merdinha...eu conheço a dona desta loja e sei aonde você vai parar amanhã...

E se afastando e pegando o telefone da gerencia Gustavo ouvia o rapaz falar enquanto discava para a segurança do shopping. E o brutamontes continuava:

- Eu tenho dinheiro para comprar o que eu quiser!! Minha mulher também e a vida da gente só interessa a gente você não precisa se meter.

- Claro, concordo com o senhor não precisamos nos meter e nem sermos colocados em suas discussões particulares, por isso sugeri que discutissem a questão das compras lá fora e depois retornassem. Em nenhum momento o acusei de ser heterossexual, de ser alto, baixo ou gordo e não usei nenhum adjetivo para qualificá-lo e muito menos o ameacei ao contrário do que o senhor fez. Então sugiro que o senhor acompanhe a Senhora Catia que, por sinal, já está lá fora.

O homem olhou atônito a mulher indo embora pela porta da loja. E esbravejou:

- Isso não vai ficar assim seu mariquinhas...eu vou...

Os seguranças do shopping chegaram na loja. E logo ficaram perto do cliente perguntando:

- O senhor pode nos acompanhar?

-Ah...não acredito – e com raiva o rapaz meteu o pé na porta de vidro da loja e a quebrou. O alarme ecoou pelo shopping e os seguranças o retiraram à força do estabelecimento. Enquanto era carregado ele jurava Gustavo de morte.

José foi um dos primeiros a chegar perto de Gustavo e parabenizá-lo pela sua bravura e iniciativa. Outros clientes fizeram o mesmo. Mas Alexandre, fez o contrário. Disse que ele errou, que a briga dos dois não ia dar em nada e ele criou um escândalo desnecessário. Disse que iria relatar a versão dos fatos colocando que Gustavo acabou incentivando o incidente.

Gustavo já louco para descarregar a raiva e quebrar as vitrines apenas disse:
- Faça isso, faça e vai ser ótimo pois aprenderá a fazer balancete sozinho e não terá mais quem segure a sua incompetência para fechar caixa e controlar a loja. Faça, faça isso agora mesmo! Vou inclusive ligar para a dona agora!

Alexandre nunca tinha visto Gustavo daquele jeito. Enquanto o cara falava ele sentia que cada palavra era como se fosse um murro para ele sentar!! Sentiu-se pequeno e impotente. Quando ia retrucar Nataly apareceu para ele e perguntou:

- Dona Rosa ainda é a dona?

- Sim é ela.

- Ótimo então vou ligar para ela no máximo amanhã e dizer o que presenciei e que fiquei muito surpresa positivamente com a postura de vocês...

- Obrigado!

Depois de ouvir isso pensou: ela deve elogiar o Gustavo e isso não vai bater com a minha versão. Então é melhor eu me aquietar!


NA PRÓXIMA SEMANA O ENCONTRO DE ADRIANA E JOSÉ. SERÁ QUE ELA VAI DIZER QUE É SOROPOSITIVA OU VAI CONTINUAR SE ENROLANDO COM A HISTÓRIA DE UM POSSÍVEL
CÂNCER?

4 de janeiro de 2010

OUVINDO A VOZ DO SELF - Tema da Semana Confraternização Universal (01 - 08/01/010)


Geralmente na virada do ano costumamos fazer planos. Fazemos promessas e juramentos...

Pulamos sete ondas no mar e a cada uma delas fazemos um pedido...

Afirmamos: "Este ano vai ser diferente".

Mas o quê vai ser diferente? O quê precisa mudar? Mudar em quem? Em mim? Porquê? Para quê?

Que bom seria se nós em meio as comemorações tirássemos um tempo, só nosso, em nosso silêncio, para ouvirmos a voz de nosso "Eu Superior". Que fizéssemos um esforço para ouví-la, separando o "joio do trigo", quero dizer, calando a voz do Ego, que vem primeiro, que persiste, que justifica, que desculpa, que racionaliza...

Ouvir a voz do "Eu Superior", "Self", do "Espírito", do "Ser" em sua totalidade, sem fragmentação, nem supremacia egoíca e a partir dai, na medida do possível, tornar consciente os aspectos sombrios, reprimidos, indesejados por nós mesmos, mas que só acolhendo-os e tornando-os conscientes podemos educá-los, adequá-los e integrá-los a nossa personalidade.

Como ouvir a voz do Self?

Silenciando a voz do Ego, ou pelo menos, não supervalorizando-a!

Como eu sei que é o Ego quem fala?

Pela maneira como ele fala.

De que maneira?

O Ego defende-se, quando percebe que seus interesses imediatos são ameaçados. O maior interesse do Ego (ainda imaturo)diz respeito a tudo aquilo que relaciona-se a aprovação social.

Neste estágio de imaturidade, o Ego justifica, racionaliza, impõe...Defende-se de qualquer aspecto a ele atribuído que comprometa sua aparência, que acredita ser a condição de sua existência, e então reprime aspectos seus tornando-os inconscientes formando sombras psicológicas, que se manifestam fora dele, através das projeções. É quando acusamos, condenamos, ridicularizamos noutrem, aqueles aspectos que provavelmente também são nossos.

Ouvir a voz do Eu Superior, do Self, do Espírito não é tarefa fácil, mas é necessário.

Quando nos saturamos de determinados padrões, velhas cenas que sempre se repetem e quando não dá mais para responsabilizar ninguém por nossas insatisfações, poderemos então ouvir a voz do self.

Mas, cuidado!
A voz do Ego pode querer lhe confundir. Como?

Preste atenção se você não estar se vitimizando, dizendo: "Pobre de mim...", "Isto sempre acontece comigo", "Vida injusta". Esta é a voz do Ego, imaturo, alheio, desconectado com a totalidade, que é você por inteiro.

Também preste atenção, se lá no fundo não há outra voz contrária a este velho discurso. Esta voz que o Ego não quer ouvir, é a voz da "Verdade", é a voz do "Espírito", do "Self", do "Eu Superior" falando de sua essência. Ouça o que ela tem a lhe dizer.

Não dá para ter um "Ano Novo" se não pensarmos em reforma íntima.

É claro que este é um tipo de reforma processual, que demanda tempo, paciência, perseverança, compreensão das limitações e esforço, mas sem sombra de dúvida, demanda a percepção da necessidade de mudança, de transformação ouvindo a voz do Self.

Marcelo Bhárreti

2 de janeiro de 2010

Violently Happy - Construir um mundo melhor



Violently happy
O planeta continua a aquecer
O aquecimento global
Geral
Não sei por que somos tão felizes ou buscamos tanta felicidade se não aprendemos a cuidar do nosso lugar, nem de nós mesmos.
Somos violentamente felizes
Ou, fingimos que somos o que não somos e o que não temos?
Água para beber
Terra pra plantar
Vida pra viver
Saber-viver.
Sobre-viver.
Estar vivo
O ser vive
O ser
O ter
O não se saber o que se ter.
Estar.
Partir
Ficar
Volver
Voltar
Estar sempre em movimento como a vida é.
Ser e saber viver
Violently happy



José de Oliveira Júnior

1 de janeiro de 2010

4 - TIPOS DE CURA QUE VC PODE OFERECER PARA HUMANIDADE

2010. INICIA UMA NOVA DÉCADA!
O PAÍS E O MUNDO PASSAM E PASSARÃO POR TRANSFORMAÇÕES. SE QUISERMOS UM VIDA MELHOR, UM MUNDO PACÍFICO E FRATERNO, TEMOS DE TER FOCO NO ESSENCIAL PARA COMEÇAR O ANO BEM!
FOCO NO AMOR




PRECONCEITO - VOCÊ PODE AJUDAR A COMBATER ESTA EPIDEMIA!
NOS VÍDEOS TEMOS EXEMPLOS DE 4 TIPOS DE DOENÇAS AINDA PRESENTES NO SISTEMA SOCIAL DE PENSAMENTO E AÇÃO.
DOENÇA 1 - RÓTULO
DOENÇA 2 - RACISMO
DOENÇA 3 - MEDO E DISCRIMINAÇÃO COM PORTADORES DE HIV
DOENÇA 4 - HOMOFOBIA
TODAS ESTAS DOENÇAS SÃO VARIAÇÕES DE MUTAÇÕES GENÉTICAS DE UM MESMO VÍRUS: O PRECONCEITO.
CLIQUE PARA CONTINUAR. VEJA OS VÍDEOS E REFLITA:
ONDE ESCONDO MEUS PRECONCEITOS? COMO POSSO ME MELHORAR EM RELAÇÃO A ISSO?

























SINA
LIMA
RIMA
PINTA
CIMA
INA
PINA
A
A
A
Que coisa louca o mundo
O ser humano
O ano
O piano
O canto
O balanço
O ganso
O parafuso caiu e ninguém achou
O branco deu e ninguém cheirou
Que horror!
Que frio
Que calor
Que mundo é esse e que pessoas são essas?
Os lugares estão cheios, porém vazios
De sentido e de sentir.
Espaço
Não-espaço
Passo
Não passo
Não
Não
Não
Não sei se existem os ocupantes nos espaços.